sábado, 15 de janeiro de 2011

DIA 1



Será uma tarefa difícil, construir a seis mãos um diário de bordo honesto e coerente, porém não estaremos aqui para esclarecer as mentes famintas e sim para expor alguns gostos, cheiros e imagens que encontraremos nessa nossa saga.
Saímos de carro de Niterói rumo a Bahia. Hoje, dia 15 de janeiro, às 7 horas da manhã.
Acordamos cedo, sem gostar dessa prática, ainda mais porque, na noite anterior, ficamos socando a cara um do outro, até o amanhecer, através da felicidade que é ter um Xbox e um jogo do UFC em casa.



HAJA SEBO
Um cafezinho rápido para quem não é guloso e não comeu pão com Nutella (ou seja, só o André) e sebo nas canelas... ao menos a canela do Irineu(Tio, Pai e Motorista) deveria estar perfeitamente besuntada de sebo para garantir a resistência ao volante durante todo esse longo trajeto.
Não sei o que se deu em Niterói, mas, hoje, nada de um banco “Santandré” funcionar por lá. Então saímos sem um puto para comprar um nada. E fomos para a estrada.

COISAS QUE SÓ AS ESTRADAS BRASILEIRAS FAZEM POR VOCÊ
Nada como o nacionalmente divulgado e vendido pão com lingüiça de estrada, que só pudemos comprar, pois o local aceitava máster, visa e rio card. E, sim “ele voltou!” e nós compramos, comprovamos, aprovamos e relembramos o enorme prazer de se saborear a perfeição do Cheetos Tubo (para os nossos amigos Rodolfo e ET – #ficaadica).
A essa altura, beirávamos o lugar mais bonito e mais Rio desse Estado, a cidade perfeita de Rio bonito... um dia ainda moraremos lá!

BOI MORDIDO E CÚ CAGADO
Depois de uma sonequinha, abrimos olhos já com as imagens dos campos em goitacazes, com aquela fome de comer um boi em Campos dos Boitacazes (reclamem dessa infame piadinha com o Caio!).
Vimos o boi que queríamos comer numa caminhoneta, pela estrada, mas ele já estava mordido. Faltava-lhe um bom pedaço de filé e, então, o descartamos, pois somos exigentes... mas nem tão exigentes assim... Comemos num restaurante de posto de gasosa ao lado de caminhoneiros rústicos um bem servido prato feito... só que ele era malfeito: Feijão com mais ferro do que deveria (a colher de servir vinha mergulhada nele); gelo no copo de Coca-cola sem estar filtrado; macarrão com salsicha que mais lembrava vermes fritos; um bom pedaço de gordura sabor carne e o que salvava mesmo era a Coca-cola que era de garrafa de vidro que é sempre mais delicinha, mas, ainda assim, estava num mormaço que até quéma!
Como bons meninos que somos, escovamos os dentes no banheiro do local, mas, porém contudo, todavia, entretanto sem saber que havia um fabricante de churros sabor néctar de strugel conosco no banheiro, o Caio soltou uma de nossas máximas: “Ai Bruno!...” aos berros, assustando e inibindo, assim, a ruelinha do sujeito que saiu no mesmo instante da casinha(own! Tadinho! =/).

ESPÍRITO SANTO AMÉM
Lembram do banco Santoandré? Pois é, a gente orava, orava e orava e nada de ele aparecer, mas, como um milagre digno deste santo ele surgiu quando acordamos da soneca 2 a missão, já em Guarapari, Espírito Santo (amém). Depois disso, nossa vida só foi Vitória e tanta vitória dá um soninho. Dormimos, novamente, embalados a adedanha, tapas na cara, leitura de mensagens de caminhão e “fomos à praia e levamos uma bola, uma batata “Ruflles” sabor churrasco, uma sunga, um caldo, uma roda de caminhão, uma conchinha (ai Bruno!), minha mãe, um liquidificador, um óculos escuro, uma bíblia para mim rezá, uma bicicleta aro 20, o restante do caminhão, muita paz no meu coração, um pacote de pão, uma cavalo manco dos óio torto e trinta quilos de heroína pra vendê”. Só acordamos na hora de procurar um hotel guiados pelo caminhão da torre Piza, que ameaçava tombar para o lado com a sua carga, ao sopro de uma criança, ou como o Caio mesmo nomeou: o Carga torta.

HOTEL – HORA DE PARAR
Só hotel sinistro, rapá... Mas sinistro de ruim... Dignos de Hitchcock, “Identidade” entre outros filmes de suspance e terror... Rejeitamos todos eles até escolher um que era mais distante, tão sinistro quanto e de preço parecido... É amigo... Haja coração! Estamos em São Mateus: última parada e última cidade de ES antes da famosa Bahia de todos os Santos.
Ow man, bó dormir então? Bó a Bahia poha! Istudei pá disgraça!
Mas não sem, antes, ver um pouco de “UFC sem limites” e, assim dormir com sangue nos olhos! Sempre bom!
Até amanhã, galera!
Axé, painho!
Xêro, mainha!
André, Caio e Pedro Vargas

5 comentários:

  1. Nuss.. Só de ler o diário de bordo já dá uma canseira.. mas já que vcs sobreviveram a comida sinistra do "pé sujo´s bar"... Eu sobreviverei tb pra ler as cenas dos próximos capítulos!.. Hehe.
    Pé em Deus e fé na tabá.

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  2. HAHAHAHA..muito bom !
    ADOOOOREI, e é só o começo.. rs
    ótima viagem pra vocês (:

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  3. Opa! Um blog de viagem, coisa boa! Se bem que com três blogueiros no banco de trás, já era de se esperar.

    Reforço o comentário do Guilherme!

    Boa estrada!

    Beijos!

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  4. aaaaaaaaaaaaaaaaaaaadoguei!!!! escrevam mais, escrevam muito, escrevam!

    André, não jogue video game, pára de ser criado a leite com pêra!

    Beijos

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