terça-feira, 25 de janeiro de 2011

DIa 10 - Espirito Santo - Linhares

QUER FOTO? JOGA NO GOOGLE!
Saímos da pousada da Donatela, em Cabrália, e lá vai fumaça. Com o pó da estrada grudado em nossos rostos, para ser Jesus numa moto, deixamos a Bahia com a consciência de que nossas almas nunca mais seriam as mesmas, pois nossas mentes já não pensam mais como antes e nossos corpos, alguns quilinhos a mais. Com tudo isso é feita uma pessoa feliz.
Antes de sairmos da Bahia, passamos (agora acordados) pelo centro histórico de Porto Seguro, que não tem um assalto, uma morte... é muito seguro. Só quem sobrevive naquela terra são os vendedores de seguro de vida e as seguradoras. E se você pedir a alguém para segurar as suas coisas, todo mundo segura... sei lá... nos sentimos um pouco inseguros lá!
E toma-lhe asfalto. Chegar no Espirito Santo é sempre uma dádiva sacrossanta e com a santa fome que sentíamos no horário perfeito para almoçar (5 horas da tarde), Deus tinha que ser conosco, daí começou a nossa jornada. Na cidade de São Mateus (do hotel sinistro da ida) procuramos, sem sucesso, um restaurante, uma lanchonete, um boteco, um carrinho de pipoca que nos servisse devidamente. Então partimos para o carro, para fugir daquele lugar amaldiçoado pelo demônio faminto.
Comemos uns sanduíches valeiranos e irinéicos. Aí foda-se, foi restaurante de beira de estrada mesmo. E, graças ao bom god, a beira de estrada, dessa vez, não nos decepcionou, tornando-se inclusive, uma das melhores opções. Comida da melhor qualidade e por apenas dez conto e noventa menguels comia-se à vontade. Só para dar aquele gás para voltar. De lá fizemos as nossas reservas num hotel em Linhares, que para completar essa bela volta, foram os melhores quartos que tivemos.
Estamos cansados de estrada, com os corações apertados de saudades de lá e de cá, as piadas estão acabando, vamos chegar no RJ completamente sem graças (ou seja... normais). Mas quando a gente chegar a gente conta mais.
Axé painho
Xêro mainha

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cabrália - Dias 8 e 9

Prometemos não mais insultar nossos leitores (se é que, com isso, eles vão voltar a comentar nesta bagaça), mas em nossos corações o ódio impera e macumba na Bahia é mais braba... enfim...
Depois da última noite em Caraíva, fomos embora com um bocado de saudades (das pessoas, palavras e personalidades) no peito e pegamos a estrada rumo a Trancoso. Passamos de passagem por lá tentando fugir das dicas do guia impertinente de bicicleta. Trancoso estava muito trancoso, então fomos pedir ajuda em Arraial d’Ajuda (Há-há... aiai) e paramos lá para comer no PF do velho batatudo da pernudo e, por incrível que pareça, não comemos as batatas (da perna... com essa mulher eu vou até para a guerra), comemos, para variar, peixe e frutos do mar.
Pegamos a estrada novamente em direção a Cabrália (que é longe para cabrálio), passando (dormindo) por Porto Seguro. E não é que chegamos? Pousadinha estilo espanica-caribeña-pernambuco-silvestre-stalone, muito bacana... era isso ou Pousada Arakakaí - que é o o Araketu sem o “eto” e com um o “a” num kaiaque sem o “aque”(sacou?) – não era a boa!
Depois de dormir pela tarde, o sono dos justos, fomos, num alto de um montezinho, à primeira igreja de Cabralia (sec. XVIII), como bons homens de Deus que somos, depois André e Caio visitaram o cemitério tério tério térrio era meia noite noite noite noite tinha uma caveira veira veira veira era vagabunda bunda bunda bunda olha o respeito peito peito peito...
Voltamos à parte baixa da cidade para tomar um caldinho (e bochecha) enquanto víamos o Caio se atracar com um tolete de pastel de camarão de 5 quilos dendeicos... ele venceu... está tudo bem com ele... o pastel preencheu um buraco profundo em seu coração mesquinho.
Hoje de manhã fomos de carro a algumas cidades próximas: Belmonte (prima de Belzonte), e Santo André (o santo que não é do pau oco e, sim, do pau micro) e fomos a praia do Guaiú onde almoçamos... o que? Damos três pênis duros para que acertar... peixe? Pirão?... cê sabe como é, em Roma coma como os romanos.
Passamos pela balsa que transporta os transeuntes e os carrestres numa half, curtindo a distração de ser vida, dessas coisas que só pureza eterna dos sonhos lúcidos hão de elucidar. E na volta fomos direto para a piscina estilosa da pousada. Tâmo ae... relaxando nesse último dia!
Vamos voltar amanhã, pegar a BR3... e a gente corre na BR3... há um foguete rasgando o céu, cruzando o espaço e um Jesus Cristo feito em aço, crucificado outra vez.
Vila mimosa, qualquer dia tamo aí!
Na estrada postamos mais!
Axé painho!
Xêro mainha!

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caraíva - Dias 6 e 7



Nosso atraso se deu porque estávamos fazendo coisas que vocês não poderiam estar fazendo. Temos mais o que fazer do que dar satisfaçõezinhas da nossa viagem para vocês, seus desocupados.
Temos uma rotina boa, já formada: praias paradisíacas pela manhã; tacapes e sonecas à tardinha, frutas tiradas do pé do Pedro (que é preto!); e à noite, a porta do forró que nunca entramos.
Querem ver um baiano? Não venham para cá... só tem mineiro, paulista e uns índios parrudos e deliciosos, que malham na academia de bedrock - só vendo os equipamentos deles, feitos de cimento, para vocês terem noção da precariedade – essa merda de governo fica deixando os índios a margem da sociedade.
Ontem subimos um tempão de barco o rio Caraíva para depois decermos de bóia... era tardinha e chegamos à cidade de noite já, com uma lua cheia esplendorosa nos dando boas voltas. É o máximo ver os espirigiru (que é espairojaira: é um bichinho bonito verdinho que dá na água) no fundo do rio, se acendendo ao toque das nossas busanfas.
Hoje fomos de traineira para a praia do espelho, paramos no meio do mar, nuns recifes de coral para dar uma zoiadas de snorquel, vimos de tudo: polvo, lagosta, gorila, sereia e baleia!
Depois, já em terra firme, partimos numa expedição boiológica marítica e encontramos outra lindas espécimes desse meu mundão animal, como: pepino do mar, minhoca do mar, barata do mar, macaca do mar, lingüiça do mar, coqueiro do mar e caranguejo.
Seu guarda eu não sou vagabundo, eu não sou delinqüente, sou um cara carente, eu dormi na praia pensando nela!
Dormimos todos esperando o seu Tartaruga (sujeito cascudo e dono da traineira) resolver ir embora e... pipipipipipi na volta!
Agora, estamos nós, forrados a açaí e pastel de camarão escrevendo para um monte de bobão, que só fazem nos invejar!
Brincadeira... Te amamos e temos saudades!
Há! Ta bom!

Axé painho!
Xêro mainha!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Dia 5


Foto tirada por nós mesmos, com o timer da máquina e um estilingue!
Bahia, terra do berimbau, e, para completar a poesia, fomos para Corumbau. Uma região aqui de Caraíva, onde ficam as aldeias dos índios pataxós, e onde se encontra um pontal de areia de quase um Km para dentro do mar, em maré baixa. É lindo, minha gente, como é maravilhoso acordar cada dia e conhecer um lugar mais magnífico do que o outro. Para chegar ao local, uma aventura radical em cima do buggy do Leoninja, nosso motorista, que faz jus ao seu nome quando se trata de pilotar o carrinho. Depois de chegar e andarmos até a última ponta como se fosse o D2, paramos num quiosque para matar a larica. Sabe aquela moqueca de peixe com camarão e um pirãozinho!? É uma delicia quando entra né? Mas só o André sabe explicar como é quando isso tudo vai à tona pela boca, pelo nariz, pelas orelhas, pela xereca, pelo cu, pelo umbigo e por todos os poros que existem no corpo humano. Sim, o pobre coitado teve um sério revertério já na praia, e depois continuou a expelir seus órgãos em casa. Por conta disso, deixamos de postar ontem, e hoje deixamos de fazer um passeio à praia do espelho. Sim, o filha da puta estragou tudo de ontem a noite até agora. Hoje, nesse exato momento, estamos na lan house para botar as conversas em dia e postar nossas aventuras – que não foram tantas de ontem para hoje – para vocês. Você pensa que só por causa disso isso aqui ta ruim? Se fode aí. Mesmo vomitado, parados e desanimados, assistimos um jogaço de bola do Volta Redonda que provou que no inicio do campeonato sempre dá zebra! Os times pequenos dão a volta por cima e sempre ganham. Então é isso rapazeada nota 100, ficamos por aqui, que o preço da lan house já está ficando meio salgado! Vamos curtir uma praiazinha local hoje mesmo.

Axé painho!
Xêro mainha!
Beijo travosso de umbú, cajá!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DIA 4 - Caraíva

Depois de um bate boca com o velho tarado, que além de tarado descobrimos que era ladrão, Caímos novamente na estrada. Em busca de algo que possa ser mais maravilhoso do que a gente já estava vivendo. E não é que existe? Vocês não imaginam o quanto isso é bonito e nem nunca vão imaginar nada igual. Você acha Grumari bonito? Você acha as casinhas de Paraty charmosas? Você gosta de ir a Búzios? Você nunca alcançou nada igual. Beleza maior que no nirvana. Por isso o conselho que te dou é: pegue seu dedinho mindinho e enfia no canto do olho, sai puxando de inveja até a bolinha pular. Ou... Você pode fazer uma conchinha com a mão, enfiar no cú e depois cheirar... Porque aqui é foda. Imagine ruas da pura areia límpida da restinga. Nem carro tem. Pessoas hospitaleiras. Boitatá. Contadores de histórias. Dois moleques engraçados de vizinhos (Cleiton e Eduardo). Estamos hospedados numa casinha muito aconchegantemente bacana. Toda pintadinha de cores fortes, coisa típica do local. Primeiro dia de lua cheia. De qualquer lugar dessa quase ilha podemos enxergá-la, imponente sobre o céu zu marinho.

Logo de chegada, o cardápio era peixe frito e camarãozinho ao alho e óleo. Era prenúncio de que tudo estaria melhor ainda do que estaria sendo até o momento passado. As moçoilas presentes no local são da mais alta estirpe de beleza continental. O único que não acha isso é o André, como todo bom apaixonado. Caio largou um tacape dentro da privada. Resultado de um feijão muito bem temperado a cominho. Nem quebrou.

O visual é de livro de Jorge Amado. Parece até Porto dos Milagres. Aqui tem dois forrós pra quem gosta. O do Pelé (que dá um show de bola) e o do Ouriço (que é meio espinhudo). Estamos na expectativa de amanhã, ir no Bar do Pará comer uns pastéis de tudo que é fruto do mar. Tudo aqui. Qualquer restaurante, farmácia, banca de jornal, puteiro, tudo é na beira da praia ou do rio. Algo de aconchegante ao extremo. Os pés descalços tocando a areia fina. Há índios pra todo lado, gringos pra todo lado e o Catraca ta aqui, além de um cosplay do Arnaldo Jabour. Ou seja: Só craque de bola. Só beleza belíssima das belezuras bonitas.

Fomos de noite mergulhar na praia aos pés de uma lua perfeita que nem Guma deixaria escapar. Uma noite para o amor. E o amor de primos é sempre com camisinha, lembre-se bem!
Morcegos se estapeiam por uma amêndoa aqui em cima da gente, enquanto escrevemos sentindo o aroma da cozinha local e olhando silhuetas do rio, os transeuntes e principalmente as transeuntas, sem contar as transex e os transatlânticos e a transamasônica e a transamérica e a transa.

Axé Painho,
Xêro Mainha,
Que daqui não saímos tão cedo!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

DIA 2 e 3. (Uh! Tererê Doces - Cumuru)


A gente saiu de São Mateus e veio, aí, pronto, chegamos! Todo o tempo na estrada de terra valeu a pena quando tivemos, enfim, aos nossos olhos um céu mesclando com o mar num azul inesquecível. Finalmente Cumuruxatiba, que nada mais é que o paraíso na terra, in the face of the world! Depois de apreciar toda a novidade de uma vista sublime, com água azul turquesa, uma faixa de areia magenta e essa gente marrom bombom, fomos conhecer nosso cantinho gostoso. Gostoso mesmo! Pousada Luana: Vista belíssima para o mar, ar, amar, quadra de peteca profissional, piscina com cascata e um dono tarado que espia o quarto dos outros na madrugada, vitrola rolando e um blues, trocando de bikini sem parar.
O almoço, minha gente, vocês não vão acreditar! Era algo de muito endêmico, e endêmico, minha gente, para quem não sabe, é algo de muito peculiar do local. E o que querer gastronômicamente falando da Bahia? Bóbó de Camarão?! Muqueca?! Farofa crocante, fininha, com batata palha!? Pirão?! Farofa de feijão fradinho?! Tudo isso!? Tudo isso! Pra livrar-nos de toda a mágoa guardada nos nossos estômagos e corações das refeições do dia anterior.
Depois de tanto amor que nos foi oferecido por Deus em forma de comida carregada no dendê, a praia. E a praia, minha gente, depois de 15 horas de estrada, tinha gosto de aleluia! E de tanta divindade presente, André se empolgou e foi se jogar nos braços de Iemanjá e levou um talho do Exu Caveira no pé, pisou num coral encoberto pela água turvada pelo rio. Tava ardendo mas tava entrando. Saímos daquele ambiente de hostilidade calcaria e fomos para outro ponto da praia que cerca a cidade: Água quente como mijo lindo de unicórnio, sambinha de primeira e a mulher mais linda do mundo ( segundo Caio ) pela qual o mesmo dedica todo o amor do seu coraçãozinho juvenil.
Na pousada, depois de um banho na piscina olímpica com mijo lindo de unicórnio too, (todas as águas da cidade são quentes, até mesmo a água gelada da geladeira) presenciou-se na Arena Cumuru PetequisWorld clássicos como: Tadeu Smitch x Michael Jackson e Miguel Falabela x Homem Aranha. Nosso comentarista saiu por cima no primeiro confronto, mas o cabeça de teia não se deu tão bem contra a bixa loura televisiva.
Coisa triste à noite na Bahia, você quer comer? Você come tapioca de camarão sete barbas, comeria-se um aracajé, se a moça do aracajé quisesse trabalhar! Triste né? A única coisa que nos derruba nessa magnífica, estatosléfica e magnáltica viagem, é que não temos internet na pousada do velho tarado, por isso, não pudemos postar ontem e temos certa dificuldade em entrar em alguma rede nessa cidade, mas, contudo, porém, todavia, entretando, estamos sobre um luar de uma lua com um laptop, na frente de um restaurante, ao ar livre escrevendo para vocês, nossos queridos.. Tente fazer isso onde você está, no Méier, Tijuca, Vila Isabel, Grajaú, Olaria, Cachambi ( Nosso eleitorado é meio barra pesada! ). Já tentou? Pois é, aqui dá!
Hoje o dia também foi triste demais! Fomos na praia que encontra o rio, ou o rio que encontra a praia, colorações diversas, palavras, cheiros, pessoas e personalidade! Conhecemos o Perigo, um cãozinho viralata. Imaginem só,minha gente, uma areia cor de meu deus, as falésias mais falácias dessa vida, água gelada ( ! ) e uma caminhada boa pra encontrar com o rio cor de coca-cola que desembocava no mar cor de anil. Coisa rara! Não desejamos isso pra ninguém... Só pra nós! Barra do Cahy : Não te ofereço o endereço, é só você vem Cá e Í! Depois de algumas horas nesse paraíso estatosléfico, voltamos para almoçar. E o que seria, minha gente!? ? Bóbó de Camarão?! Muqueca?! Farofa crocante, fininha, com batata palha!? Pirão?! Farofa de feijão fradinho?! Peixe Frito!? Tudo isso!? Tudo isso! De novo, novamente e again!
Voltando à pousada, mais um banho de mijo lindo de unicórnio só pra dar aquela purificada na alma e comprar ingressos para assistir ao Campeonato Cumurense de Petécobeachbol na Arena mais famosa do mundo! (vocês sabem qual) E depois dormimos o sono dos vencedores já imaginando que tipo de asneira poderíamos botar nesse blog inútil! Mesmo não dando pra falar tudo, mas depois a gente conta!
E estamos aí, um beijo e um queijo.
Até amanhã, galera!
Axé, painho!
Xêro, mainha!

sábado, 15 de janeiro de 2011

DIA 1



Será uma tarefa difícil, construir a seis mãos um diário de bordo honesto e coerente, porém não estaremos aqui para esclarecer as mentes famintas e sim para expor alguns gostos, cheiros e imagens que encontraremos nessa nossa saga.
Saímos de carro de Niterói rumo a Bahia. Hoje, dia 15 de janeiro, às 7 horas da manhã.
Acordamos cedo, sem gostar dessa prática, ainda mais porque, na noite anterior, ficamos socando a cara um do outro, até o amanhecer, através da felicidade que é ter um Xbox e um jogo do UFC em casa.



HAJA SEBO
Um cafezinho rápido para quem não é guloso e não comeu pão com Nutella (ou seja, só o André) e sebo nas canelas... ao menos a canela do Irineu(Tio, Pai e Motorista) deveria estar perfeitamente besuntada de sebo para garantir a resistência ao volante durante todo esse longo trajeto.
Não sei o que se deu em Niterói, mas, hoje, nada de um banco “Santandré” funcionar por lá. Então saímos sem um puto para comprar um nada. E fomos para a estrada.

COISAS QUE SÓ AS ESTRADAS BRASILEIRAS FAZEM POR VOCÊ
Nada como o nacionalmente divulgado e vendido pão com lingüiça de estrada, que só pudemos comprar, pois o local aceitava máster, visa e rio card. E, sim “ele voltou!” e nós compramos, comprovamos, aprovamos e relembramos o enorme prazer de se saborear a perfeição do Cheetos Tubo (para os nossos amigos Rodolfo e ET – #ficaadica).
A essa altura, beirávamos o lugar mais bonito e mais Rio desse Estado, a cidade perfeita de Rio bonito... um dia ainda moraremos lá!

BOI MORDIDO E CÚ CAGADO
Depois de uma sonequinha, abrimos olhos já com as imagens dos campos em goitacazes, com aquela fome de comer um boi em Campos dos Boitacazes (reclamem dessa infame piadinha com o Caio!).
Vimos o boi que queríamos comer numa caminhoneta, pela estrada, mas ele já estava mordido. Faltava-lhe um bom pedaço de filé e, então, o descartamos, pois somos exigentes... mas nem tão exigentes assim... Comemos num restaurante de posto de gasosa ao lado de caminhoneiros rústicos um bem servido prato feito... só que ele era malfeito: Feijão com mais ferro do que deveria (a colher de servir vinha mergulhada nele); gelo no copo de Coca-cola sem estar filtrado; macarrão com salsicha que mais lembrava vermes fritos; um bom pedaço de gordura sabor carne e o que salvava mesmo era a Coca-cola que era de garrafa de vidro que é sempre mais delicinha, mas, ainda assim, estava num mormaço que até quéma!
Como bons meninos que somos, escovamos os dentes no banheiro do local, mas, porém contudo, todavia, entretanto sem saber que havia um fabricante de churros sabor néctar de strugel conosco no banheiro, o Caio soltou uma de nossas máximas: “Ai Bruno!...” aos berros, assustando e inibindo, assim, a ruelinha do sujeito que saiu no mesmo instante da casinha(own! Tadinho! =/).

ESPÍRITO SANTO AMÉM
Lembram do banco Santoandré? Pois é, a gente orava, orava e orava e nada de ele aparecer, mas, como um milagre digno deste santo ele surgiu quando acordamos da soneca 2 a missão, já em Guarapari, Espírito Santo (amém). Depois disso, nossa vida só foi Vitória e tanta vitória dá um soninho. Dormimos, novamente, embalados a adedanha, tapas na cara, leitura de mensagens de caminhão e “fomos à praia e levamos uma bola, uma batata “Ruflles” sabor churrasco, uma sunga, um caldo, uma roda de caminhão, uma conchinha (ai Bruno!), minha mãe, um liquidificador, um óculos escuro, uma bíblia para mim rezá, uma bicicleta aro 20, o restante do caminhão, muita paz no meu coração, um pacote de pão, uma cavalo manco dos óio torto e trinta quilos de heroína pra vendê”. Só acordamos na hora de procurar um hotel guiados pelo caminhão da torre Piza, que ameaçava tombar para o lado com a sua carga, ao sopro de uma criança, ou como o Caio mesmo nomeou: o Carga torta.

HOTEL – HORA DE PARAR
Só hotel sinistro, rapá... Mas sinistro de ruim... Dignos de Hitchcock, “Identidade” entre outros filmes de suspance e terror... Rejeitamos todos eles até escolher um que era mais distante, tão sinistro quanto e de preço parecido... É amigo... Haja coração! Estamos em São Mateus: última parada e última cidade de ES antes da famosa Bahia de todos os Santos.
Ow man, bó dormir então? Bó a Bahia poha! Istudei pá disgraça!
Mas não sem, antes, ver um pouco de “UFC sem limites” e, assim dormir com sangue nos olhos! Sempre bom!
Até amanhã, galera!
Axé, painho!
Xêro, mainha!
André, Caio e Pedro Vargas